segunda-feira, 16 de março de 2009

Domingo em família

Hoje, além do sol, quentinho e brilhante, que nos aqueceu e iluminou, também o calor humano fez parte do nosso domingo.
Eu a minha filha e a minha neta, três gerações, fomos assistir à missa.
Almoçámos, ao ar livre, no Campo Pequeno, com uns amigos. Éramos dez, sete adultos e três crianças.
Conversámos bastante e rimo-nos muito.
À tardinha, depois da sesta do Afonso, ainda fomos com ele ao Parque. O rapaz adora correr, jogar à bola e andar no escorrega.
Obrigada , filhotes, pelo lindo dia que nos proporcionaram...
Obrigada por nos terem dado estes dois netos msravilhosos...
Beijos risonhos para os quatro...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sala de tratamentos

No dia 2 fui fazer mais um tratamento de imunoterapia ao Hospital dos Capuchos. Estava sentada num cadeirão, uma agulha espetada na mão com tres tubos ligados a ela e ao mesmo número de sacos, pendurados num suporte, que contêm liquidos que escorrem durante duas horas para a minha veia.
A uma dada altura, olhei para o fundo da sala, onde há uma passagem para uma casa de banho. Uma rapariga apoiada a um rapaz, também novíssimo, quase não cnseguia levantar os pés do chão. Era de estatura baixa, paracia uma criança. Tinha a cabelo muito curto, sinal de que já tinha suportado tratamentos de quimioterapia. Fiquei impressionada pois me paraeceu muito jovem. Tinha vestido um robe e nos pés sapatinhos de lã. Presumi que estaria internada e viera ali para fazer tratamento.
No dia quatro, fui a uma consulta com a minha médica de oncologia. Quando cheguei à sala de espera, foi-me dito que a doutora estava nas urgência nas salas de tratamentos a substituir uma colega. Poderiam os doentes marcar, para o dia seguinte, nova consulta ou serem atendidos no hospital de dia de quimioterapia.
Aceitei que ela me consultasse nesse dia pois tinha exames vários e análises para lhe mostrar. Quando, quem sofre de cancro, faz exames e análises, quer saber os resultados logo que possível, pois a vontade que lhe digam que está tudo bem é enorme.
Quando esperava pela médica, que atendia um paciente na Sala de Observação, chegam dois bombeiros que transportavam uma maca vazia. Da sala de observação, que comporta vários doentes, saíu um rapaz que disse a uma enfermeira:- A minha irmã já acabou o tratamento e a Doutoura já lhe deu alta. Ela diz que tem fome. A enfermeira chamou uma auxiliar que de imedito foi saber o que a doente queria comer. Passados uns minutos lá entrava, novamente, a auxiliar, com um tabuleiro onde se viam um copo de leite e um prato com um pãozinho.
Passado um bocado, saía da sala a mesma mocinha que eu vira no dia do meu tratamento.
A enfermeira ajudou-a a subir para a maca. Deu-lhe vários beijos e chamou-a pelo nome. Deitada na maca lá seguiu a A. para casa. Quando passou por mim fiz-lhe o melhor dos meus sorrisos que ela retribuiu.
A A. não sabe, mas , desde essa noite, não a esqueço nas minhas orações.
Quando a médica me comunicou que os meus exames e análises estavam perfeitos, fiz-lhe o mesmo sorriso, que aquela moça tão nova, já vira nos meus lábios.

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

É muito penoso, para mim, escrever algo sobre este dia, por várias razões.
Sem qualquer ordem, elas aqui vão:
- As mulheres são maltratadas e não respeitadas em muitos países
- Em Portugal, no ano de 2008, a violência doméstica causou a morte a cerca
50 mulheres e danos físicos e psicológicos a muitas mais
- Há algumas empresas que pagam, pelo mesmo trabalho, salários mais baixos às
mulheres
- Há cotas para a entrada de mulheres para cargos politicos.
Quantas mulheres são conhecidas nos Conselhos de Administração dos Bancos, das Companhias de Seguros, das grandes empresas nacionais?
Os dias das mulheres são todos os dias de cada ano. Elas trabalham para o patrão, cuidam da casa, dos filhos, do marido. Quantas vezes o seu esforço é reconhecido?
Já todos ouviram dizer:- Ela não faz nada, trabalha em casa! Só quem nunca teve a seu cargo o trabalho de uma casa de família poderá usar esta frase.
Claro que, como em tudo, há excepções!
Parabéns a todas as mulheres, por este dia e por todos os que seguem.
Mulher é Vida!

sábado, 7 de março de 2009

Teenager por quatro horas

Olá,amigos! Obrigada pela vossa força e preocupação!
Vou passar a explicar-vos o título desta mensagem. É verdade, ontem fui teenager por quatro horas. A Isabel e o Rui resolveram fazer um programinha nocturno com uns amigos, jantar e assistir a um estectáculo. Fomos, eu e meu marido, para casa deles para tomarmos conta da Mónica e do Afonso aos quais se juntaram as filhotas dos amigos, de 16 e 14 anos, penso que não estou a errar e as idades são estas. Encomendaram-se pizzas, que regadas com coca-cola e sumo, foram o nosso jantar. O Afonso comeu a sua sopinha e depois bolo (disse-me que não queria pizza, para ele aquela coisa redonda era um bolo)e uma grande pera - dá gosto ver o meu menino comer! A Mónica, uma das amigas - a outra não se juntou à nossa iguaria porque tem um aparelho nos dentes, fez uma refeição diferente - e nós avós deliciámo-nos com a invenção italiana.
As três meninas, que já tinham arranjado a mesa, tiraram a loiça suja que meteram na máquina. Umas ajudantes de primeira!
Já na sala, o avô lia o jornal, eu brincava com o Afonso e as pequenas viam um filme com muita música e iam cantando as que conheciam.
Chegada a hora do óó fui deitar o pequenito que ontem ficou acordado até mais tarde porque era sábado.
Quando os pais chegaram pedi-lhes que fizessem mais saídas pois foi óptimo estar com a pequenada.
A Mónica diz que elas é que tomam conta de nós, os avós.
Sinto-me tão feliz quando estou com os meus netos, eles dão-me força para enfrentar esta fase menos boa da minha vida.Adoramos estes miúdos!!!!